Identificados genes associados à cegueira e surdez

03 de julho de 2007 • 20h01 • atualizado às 20h08

Dois projetos de pesquisa nos quais participaram universidades, empresas, cientistas e laboratórios de 16 países da UE, conseguiram identificar novos genes e mutações associadas à perda da visão e audição.

As iniciativas, financiadas em conjunto com fundos europeus, pretendem contribuir para o desenvolvimento de tratamentos destinados a prevenir as duas patologias.

O projeto Evi-genoret, no qual participam 24 universidades e sociedades européias, tem como objetivo melhorar a informação disponível sobre o funcionamento da retina e os efeitos produzidos na mesma pelas mutações genéticas, os fatores ambientais e o envelhecimento.

A iniciativa, que começou em abril de 2005 e durará quatro anos, recebeu 10 milhões de euros dos cofres do bloco para a pesquisa em cinco áreas, que incluem a identificação das características genéticas e as possibilidades terapêuticas.

Já o projeto Eurohear reuniu 25 equipes para desenvolver conhecimentos relacionados com a audição, através do estudo dos genes que causam a surdez em humanos e ratos.

Até o momento, permitiu identificar 12 novos genes responsáveis pela perda auditiva.

Seu objetivo é identificar os genes responsáveis pela perda auditiva, compreender os mecanismos biológicos da audição normal e da deficiente, além de iniciar os tratamentos que permitam prevenir e curar as deficiências do ouvido.

A Comissão reconheceu em comunicado que, embora ambas as iniciativas representam um progresso na pesquisa da perda auditiva e da visual, ainda falta muito tempo para se poder contar com um tratamento nessa área.

O Eurohear e o Evi-genoret fazem parte dos projetos de pesquisa multidisciplinar a grande escala iniciados pela Comissão Européia para reunir a que há de melhor em âmbitos concretos e acelerar o progresso científico.

Segundo a Comissão, no mundo há 50 milhões de pessoas que sofrem de cegueira, número que aumentará e alcançará previsivelmente os 75 milhões nas próximas duas décadas.

Na Europa as doenças oculares ligadas à idade são a forma mais comum de incapacidade visual nos maiores de 60 anos e afetam 8,3 milhões de pessoas na UE.

Por outro lado, 10% da população européia sofre de algum tipo de deficiência auditiva, percentagem que se eleva para 40% no caso dos maiores de 75 anos.

Os resultados dos projetos foram apresentados hoje no College de France em Paris e divulgados em Bruxelas.

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