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O relatório "Re-avaliar políticas para agüentar a desertificação" diz que este fenômeno atinge hoje em dia entre 100 e 200 milhões de pessoas no mundo todo ao reduzir de forma persistente sua capacidade para obter alimentos, água e outros serviços essenciais. O que é mais grave é que a desertificação pode afetar diretamente, nos próximos anos, 2 bilhões de pessoas, um terço da população total do planeta, caso não se iniciem políticas globais para combatê-la.
Adeel disse que o relatório é fruto de uma conferência internacional realizada em dezembro de 2006 na cidade de Argel, na qual cerca de 200 especialistas estudaram as políticas internacionais para combater a desertificação. "A conclusão à qual se chegou é que as políticas em andamento não estão funcionando", declarou Adeel.
"As razões são que os políticos foram incapazes de ver a relação entre pobreza e migração com desertificação, a falta de coordenação e diversidade de planejamentos", declarou. O fracasso de políticas anteriores e a crescente mudança climática fizeram com que a situação se aproxime de um ponto explosivo, com milhões de pessoas em perigo de abandonarem suas regiões de origem na busca de sustento.
O professor Janos Bogardi, outro dos autores do relatório, apresentou o exemplo de Mali, com uma população de 11 milhões de pessoas, onde a desertificação obrigou mais de 3 milhões a emigrarem para a Costa do Marfim.
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