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Na última sessão da reunião, com representantes dos 77 países-membros da CIB, houve 37 votos a favor de uma resolução ratificando a moratória. Quatro delegações votaram contra e o resto dos membros se absteve.
Grupos ambientalistas mostraram seu descontentamento com a CIB, que não aprovou a criação de um santuário para baleias no Atlântico sul. A proposta, apresentada por Brasil e Argentina, só conseguiu o apoio de 39 países. Para ser aprovada, ela precisava de 75% dos votos.
Além disso, a comissão aprovou o aumento da cota que a Groenlândia pode caçar, reconhecendo que as comunidades "inuit" depende dos produtos de baleia.
Com mais da metade dos votos dos 77 países, foi aprovada uma resolução para que os "inuit" da Groenlândia cacem nos próximos cinco anos 200 baleias minke. O território administrado pela Dinamarca retirou as baleias corcundas da sua lista de pedidos.
Até agora, os "inuit" da Groenlândia tinham um limite de 25 baleias por ano. O Japão, principal partidário do fim da moratória, disse que a decisão da CIB de permitir que os "inuit" aumentem as suas cotas de caça, negando porém o direito dos pescadores japoneses, é uma "hipocrisia".
Os representantes japoneses em Anchorage disseram que o Japão pode deixar a CIB e estabelecer sua própria organização, com outros países a favor da caça, como Islândia e Noruega. A comissão permitiu que navios japoneses cacem este ano 50 baleias corcundas em águas do Pacífico sul.
O país é um dos que estão autorizados a caçar mais de 2 mil baleias por ano para "pesquisa científica". A permissão é duramente criticada pelas organizações ambientalistas. Os países contrários à caça aprovaram uma resolução, de caráter simbólico, criticando o crescente número de baleias mortas em programas científicos.
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