Neste ano, o Painel Integovernamental da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas disse ser provável que os humanos contribuam com uma tendência de furacões cada vez mais intensos. Furacões fortes foram freqüentes no Atlântico Oeste durante épocas de El Niños fracos ou de monções fortes na África Ocidental, mesmo quando os mares locais estavam mais frios que agora, segundo o estudo.
"Temperaturas da superfície marinha tão quentes quanto no presente aparentemente não são um requisito para uma intensidade maior na atividade de furacões", diz o estudo, de autoria de Jeffrey Donnelly, do Instituto Oceanográfico Woods Hole. Intensos furacões chegaram ao continente durante a metade final da Pequena Era Glacial, um período de resfriamento que ocorreu aproximadamente entre o século XIV e meados do século XIX, segundo ele.
Donnelly retirou amostras dos sedimentos de lagos costeiros em Porto Rico para determinar a freqüência e a força dos furacões que atingiram aquela ilha do Caribe ao longo dos milênios. As tempestades agitavam poeira e outras partículas que acabavam depositadas nos lagos. Ele comparou os depósitos com os registros paleoclimatológicos históricos para determinar que as tempestades ocorreram em períodos em que o El Niño (provocado pelo aquecimento natural da superfície no leste do Pacífico) era fraco e as monções da África Ocidental eram fortes.
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