Pesquisa: gel feito de sangue acelera cicatrização

21 de maio de 2007 • 18h12 • atualizado às 18h24

Tratar feridas com um gel feito das plaquetas do próprio sangue do paciente acelera a cicatrização, disseram pesquisadores em um estudo que mostra como médicos podem controlar a capacidade inata do organismo de se curar. Ferimentos tratados com esse gel se fecharam em cerca de 10% menos tempo do que os tratados só com uma pomada antibiótica, segundo estudo divulgado na edição de segunda-feira da revista Archives of Facial Plastic Surgery.

Os pesquisadores alertaram que este foi um pequeno estudo-piloto - só oito pacientes foram examinados -, mas disseram que o conceito pode mudar a forma como médicos lidam com feridas, inclusive as cirúrgicas e internas. "Em vez de simplesmente assistir passivamente à cura (das feridas), podemos agora intervir para acelerar", disse David Hom, da Faculdade de Medicina da Universidade de Cincinnati, em Ohio.

Segundo ele, o próximo passo é realizar um estudo mais abrangente. Feridas que normalmente levariam de 28 a 30 dias para se curarem fecharam dois ou três dias mais rapidamente quando se aplicava o gel concentrado, segundo Hom. Os pesquisadores processaram o sangue do paciente, transformando-o num concentrado de plasma cheio de plaquetas - vital para a coagulação - e, então, em um gel aplicado diretamente sobre a ferida.

Quatro homens e quatro mulheres se voluntariaram para receber dez pequenos cortes, cinco em cada coxa. O gel foi aplicado em uma só perna, e o processo de cicatrização foi monitorado por seis meses. "Ao concentrar o sangue de uma pessoa e colocá-lo de volta na ferida do paciente, basicamente concentramos (as proteínas do) fator de crescimento que são importantes na cura das feridas", disse Hom.

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