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Quinta, 10 de maio de 2007, 17h56 Atualizada às 07h40

Nasa apresenta telescópio que substituirá o Hubble

A agência espacial americana (Nasa) apresentou nesta quinta-feira uma maquete em tamanho natural do telescópio espacial James Webb (JWST), que substituirá o Hubble em 2013 e permitirá observar as galáxias formadas na infância do universo, os planetas e as possíveis formas de vida em outros sistemas solares.

O James Webb Space Telescope, batizado em homenagem ao segundo diretor da Nasa, explorará todos os campos da astronomia e todos os períodos da nossa história, das primeiras luzes que se seguiram ao Big Bang à formação de galáxias e sistemas solares capazes de abrigar vida nos planetas, disse Matt Mountain, diretor do Space Telescope Science Institute em Baltimore (Maryland, leste).

O telescópio será o maior lançado no espaço até agora, com uma lente principal composta de 18 segmentos hexagonais com um diâmetro total de 6,5 metros, quase três vezes maior que o do Hubble. Dotado de dez novas tecnologias, o telescópio terá quatro instrumentos científicos de extrema precisão, entre eles uma câmera infravermelha e um espectrômetro mantido a temperatura extremamente baixa para assegurar seu desempenho ótimo. Sua vida útil deve ser de dez anos.

O JWST também será protegido do calor do sol por várias sombrinhas gigantes com superfície equivalente à de uma quadra de tênis. O Hubble, o primeiro telescópio espacial lançado há 17 anos e que revolucionou a astronomia, é capaz de observar até um bilhão de anos depois do Big Bang, evento que marcou a criação do universo, há 14 bilhões de anos, segundo estimativas dos astrofísicos.

Com capacidade de captar seis vezes mais luz que o Hubble, o JWST poderá entrar neste período "sombrio da história do universo", remontando até quase seu nascimento, explicou Edward Weiler, diretor do Goddard Space Flight Center da Nasa.

O Hubble e os outros dois grandes telescópios da Nasa, Chandra e Spitzer, permitiram mostrar que "o universo é muito mais misterioso do que imaginávamos", explicou Weiler, citando os buracos negros, uma região finita do espaço-tempo com grande concentração de massa, que representa 22% do universo ou 74% da energia do vácuo.

Este novo telescópio, que será lançado pelo foguete europeu Ariane V em 2013, será posto em órbita a 1,5 milhão de km da Terra, muito mais distante que o Hubble (600 km) ou que os dois telescópios espaciais americanos lançados desde então.

Além do lançamento, a Agência Espacial Européia (ESA) fornecerá um instrumento e meio dos quatro que estarão a bordo do JWST, criado pelo grupo americano Northrop Grumman. A agência espacial canadense também participa do projeto.

O custo do lançamento e de seu funcionamento está estimado em US$ 4,5 bilhões. Até o momento, o Hubble custou US$ 8 bilhões. James Webb, segundo diretor da Nasa, dirigiu a agência nos anos 1960, período no qual se desenvolveu o projeto Apolo, que permitiu a exploração humana da Lua. Também iniciou um importante programa de pesquisa espacial.

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AFP A maquete em tamanho real do JWST está exposta no Museu Espacial de Washington A maquete em tamanho real do JWST está exposta no Museu Espacial de Washington

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