Estudo: aborígenes australianos têm origem africana

09 de maio de 2007 • 13h43 • atualizado às 14h20

Novas evidências de DNA mostram que os aborígenes australianos descenderam de migrantes que deixaram a África há cerca de 50 mil anos, descobriram cientistas da Universidade de Cambridge. Os pesquisadores afirmam que as descobertas reforçam a teoria evolutiva conhecida como "Out of Africa" - saída da África -, segundo a qual todos os homens modernos são descendentes de um único grupo de Homo sapiens que deixou a África há quase 2 mil gerações.

Até agora, o principal obstáculo para esta teoria era a enorme discrepância entre o esqueleto e ferramentas dos aborígenes e de pessoas em outras regiões ao longo da "via expressa costeira", a rota na Ásia seguida pelos primeiros colonizadores. Segundo o site da Universidade de Cambrigde, alguns estudiosos diziam que as diferenças demonstravam que os aborígenes australianos poderiam ter se miscigenado com o homem de Java ou Homo erectus, ou que descendiam de uma segunda onda migratória saída da África.

Mas análises em quase 700 amostras de DNA de aborígenes e do povo melanésio de Papua Nova Guiné não mostraram evidências de herança genética do Homo erectus. O cientista Toomas Kivisild disse que o estudo, publicado nesta semana na Proceedings of the National Academy of Sciences, indica que os aborígenes e os melanésios partilham o mesmo ancestral, como outros humanos modernos.

Ele disse que a Austrália e a Papua Nova Guiné eram unidas à Eurásia por uma estreita península na época da migração africana e seu subseqüente desaparecimento significou que as populações se desenvolveram em isolamento. "A evidência aponta para um isolamento relativo após a chegada inicial, o que se refletiria em qualquer desenvolvimento significativo da forma do esqueleto e do uso de ferramentas", disse o cientista. O estudo foi realizado por cientistas da Universidade de Cambridge e de Anglia Ruskin.

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