Estrela explode e cria a maior supernova já vista

07 de maio de 2007 • 19h38 • atualizado às 20h23
A supernova, designada como SN 2006gy, ocorreu a 240 milhões de anos-luz, numa galáxia chamada NGC 1260 Foto: AP
A supernova, designada como SN 2006gy, ocorreu a 240 milhões de anos-luz, numa galáxia chamada NGC 1260
07 de maio de 2007
Foto: AP

Uma monstruosa explosão rachou uma estrela talvez 150 vezes mais robusta que nosso Sol, numa galáxia relativamente próxima, criando a mais poderosa e brilhante supernova já observada, disseram astrônomos na segunda-feira.

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A dramática morte da estrela que explodiu pode ser um tipo raro de supernova, reservada para as estrelas de "massa estranha", que os astrônomos já haviam especulado, mas nunca haviam testemunhado.

A supernova, designada como SN 2006gy, ocorreu a 240 milhões de anos-luz, numa galáxia chamada NGC 1260, e foi estudada usando o Observatório de Raios-X Chandra (orbital), da Nasa, bem como telescópios ópticos na Terra.

A explosão aconteceu há muito tempo, mas só foi detectada no ano passado, depois de sua luz viajar muitíssimos trilhões de quilômetros, até que pudesse ser observada na Terra.

"Isso soa muito distante, mas na verdade é bastante perto na vasta escala do universo", disse o astrônomo Nathan Smith, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, que liderou a pesquisa, em entrevista coletiva.

A supernova foi descoberta em setembro de 2006, sendo de longe a mais poderosa e brilhante já observada, segundo Smith.

"Na verdade, mesmo após a maior parte de um ano, bem depois de 200 dias, ela já se apagou um pouco, mas ainda é praticamente tão visível quanto uma supernova normal em seu auge", disse Smith.

Uma supernova marca a morte de uma estrela numa explosão espetacular. Os cientistas dizem que esses eventos têm um papel crucial na criação de elementos pesados, por meio da fusão e síntese nuclear, e posterior lançamento no espaço, semeando o cosmo com metais.

Os cientistas descartaram uma possível explicação alternativa para o que estavam vendo, de que seria a explosão de uma estrela anã branca, com uma massa apenas um pouco maior que a do Sol.

O astrofísico Mario Livio disse que a supernova pode ter resultado de um tipo de mecanismo de explosão que só existia em cálculos teóricos. Ele disse que a primeira geração de estrelas no universo pode ter morrido dessa maneira.

Numa supernova normal, o núcleo de uma estrela desmorona quando esgota seu combustível, e forma uma estrela de nêutrons ou um buraco negro, com poucos elementos pesados sendo jogados no espaço.

Mas esta supernova parece ser resultado de o núcleo, em vez de desmoronar, ter sido destruído durante uma explosão que jogou todo o seu material para o espaço, segundo os cientistas.

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