"Estamos em um momento muito crítico da história dos recifes de corais", disse Carrie Manfrino, presidente do Instituto Marítimo do Caribe Central da Pequena Cayman. "É como trabalhar com um paciente. A qualidade do tratamento determinará sua sobrevivência. Podemos potencialmente ver o fim dos recifes de corais duros em nossa vida", complementou.
A indústria de turismo das Ilhas Cayman, que representa cerca de metade do Produto Interno Bruto (PIB) do local, foi lançada em 1957, quando Bob Soto, pioneiro da indústria do mergulho, abriu a primeira operadora desta atividade no Caribe. Cinquenta anos depois, cerca de 2 milhões de visitantes chegam ao local por ano, e a maioria faz mergulhos em locais famosos como North Wall, ou Stingray City.
A atividade transformou o pacato território de 8,5 mil pessoas, que dependia da pesca, em um destino de turismo luxuoso e centro bancário sofisticado, onde as 52 mil pessoas têm a maior renda per capita da região. Um grupo da Organização das Nações Unidas - o Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC) - advertiu que o mundo precisa cortar as emissões de gases causadores do efeito estufa para evitar elevação das temperaturas, que pode aumentar os níveis do mar e inundar ilhas, além de matar os corais, sensíveis à temperatura.
O IPCC disse em relatório na sexta-feira que a manutenção do aumento das temperaturas na faixa de 2°C custará apenas 0,12% do PIB mundial. Para os moradores de Cayman, que dependem do turismo, será um pequeno investimento se for suficiente para salvar os corais.
Reuters
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