Brasil pede ajuda a países para salvar a Amazônia

04 de maio de 2007 • 03h07 • atualizado às 07h23

O Brasil exigiu hoje dos países desenvolvidos a criação de um fundo internacional para manter a floresta amazônica, durante a 116ª assembléia da União Interparlamentar (UIP), realizada esta semana na ilha indonésia de Bali.

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"O Brasil tem a Amazônia, que é considerada o pulmão do mundo. Nós desejamos dar a nossa contribuição ao equilíbrio da natureza, mas não podemos fazer isso sozinhos. Os outros países também devem contribuir", declarou o deputado Átila Lins (PMDB-AM).

Em seu discurso na Assembléia, Lins alertou que "é necessária a criação de um fundo internacional para ajudar os países que se esforçam em manter intactas suas florestas".

Segundo o deputado, vice-presidente da delegação brasileira na UIP, com a criação do fundo os povos que respeitem o meio ambiente poderiam dispor de uma ajuda financeira para investir em setores econômicos sustentáveis, como a pesca e o turismo ecológico.

"Temos uma posição muito dura em relação ao aquecimento global", explicou Lins. "Não são só os países emergentes que devem tratar deste temas. É preciso também um compromisso real dos países desenvolvidos. Eles têm que tomar medidas, porque o aquecimento global é uma questão que afeta enormemente toda a Humanidade", acrescentou.

"Nós tentamos fazer a nossa parte, mas também exigimos que eles cumpram a sua", disse. A posição do Brasil na reunião é de enfatizar a importância do aquecimento global e apresentar um discurso que destaque o esforço do governo e do Congresso para minimizar seus efeitos.

Durante a assembléia, que reúne cerca de 700 parlamentares de todo o mundo, o Brasil expôs o esforço do governo na área de meio ambiente. Segundo Lins, o balanço é positivo. "Freamos enormemente o desmatamento da Amazônia, um fator que contribui de forma direta no aquecimento mundial", destacou.

"O Brasil procura reduzir de forma drástica o desmatamento e além disso busca alternativas, com os biocombustíveis, para diminuir a emissão de dióxido de carbono na atmosfera", explicou.

Segundo Lins, as políticas ambientais conseguiram manter intactos 98% da cobertura florestal do seu estado.

A delegação brasileira também aproveitou a Assembléia para, através do Grulac (Grupo da América Latina e Caribe), reforçar sua posição estratégica na UIP, que considera "um fórum privilegiado para o debate internacional".

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