IPCC: mundo tem tecnologias contra o aquecimento

04 de maio de 2007 • 00h58 • atualizado às 08h36
Rajendra Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), fala durante apresentação do relatório Foto: AFP
Rajendra Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), fala durante apresentação do relatório
04 de maio de 2007
Foto: AFP

Os especialistas mundiais do clima, reunidos desde segunda-feira em Bangcoc, aprovaram formalmente nesta sexta-feira seu texto sobre as medidas a tomar contra o aquecimento global. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), o mundo tem tecnologia e dinheiro para limitar o aquecimento global, mas deve agir imediatamente. Para isso, é necessária a adoção de biocombustíveis e fontes de energia renováveis.

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As delegações dos diferentes países chegaram a um consenso de que essas medidas, além de melhor aproveitamento energético, podem reduzir o impacto do desastre mundial. Há uma variedade tecnológica já disponível para conter as mudanças climáticas com um custo razoável até mesmo para os países responsáveis pelos maiores danos à natureza.

"Os esforços de atenuação nos próximos 20 a 30 anos terão um grande impacto nas possibilidades de alcançar níveis menores de estabilização das emissões de gases do efeito estufa", afirma o texto. O relatório servirá como um "manual" para que os governantes evitem o aumento da emissão de gases que causam o aquecimento. Além disso, ele revê as últimas descobertas científicas sobre custos e formas para frear as emissões e ainda afirma que as atuais políticas ambientais são inadequadas.

O documento aprovado destaca que existe um potencial importante de redução das emissões de gases que provocam o efeito estufa em todos os setores. "Há um potencial econômico substancial para a atenuação das emissões de gases de efeito estufa nas próximas décadas, o que poderia compensar o crescimento projetado das emissões mundiais ou reduzir as emissões para abaixo dos níveis atuais", afirma o texto.

Durante os quatro dias de negociações na capital tailandesa, incluindo a madrugada de quinta-feira para sexta-feira, a questão dos custos das medidas que devem ser adotadas para combater o efeito estufa provocou divergências entre os países representados. "Este documento evidencia custos de redução perfeitamente abordáveis", afirmou à Marc Gillet, coordenador da delegação francesa.

"Penso que muitos elementos deste documento poderão ser utilizados nas próximas discussões multilaterais", acrescentou. "Teremos que dar prova de criatividade para superar os obstáculos da aplicação destas medidas de redução das emissões de gases com efeito estufa, cujo custo de fato é moderado", concluiu Gillet.

Com agências internacionais
Redação Terra
 
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