Estudo: chocolate é mais excitante do que o beijo

16 de abril de 2007 • 09h30 • atualizado às 17h18

Casais com cerca de 20 anos tiveram seus batimentos cardíacos e atividade cerebral monitorados enquanto deixavam um pedaço de chocolate derreter na boca e, depois, enquanto se beijavam. Em alguns casos, o chocolate mais do que dobrou o ritmo dos batimentos cardíacos dos participantes.

A pesquisa foi conduzida pelo britânico David Lewis, que trabalhou para a University of Sussex e hoje trabalha para o laboratório de pesquisas Mind Lab. "Não há dúvida de que o chocolate bate o beijo quando se trata de produzir uma sensação mais intensa no corpo e no cérebro", diz Lewis. "Uma sensação que, em muitos casos, durou quatro vezes mais tempo do que o beijo mais apaixonado."

O cientista disse que já se sabia que substâncias presentes no chocolate tinham efeito no cérebro. Mas, segundo Lewis, deixar que ele derreta na boca pode ser o segredo para maximizar o resultado. Os 12 voluntários tiveram eletrodos aplicados sobre o couro cabeludo e usaram monitores cardíacos durante os dois testes. Os pesquisadores compararam os seus batimentos cardíacos durante o repouso e, mais tarde, durante os testes do chocolate e do beijo.

Efeito mais duradouro
Embora o beijo tenha acelerado os batimentos cardíacos dos participantes, o efeito não durou tanto quanto o provocado pelo chocolate. Em alguns casos, os batimentos subiram de 60 por minuto em repouso para 140 por minuto após a ingestão do chocolate.

O estudo também mostrou que, à medida em que o chocolate se derretia, todas as regiões do cérebro eram estimuladas de forma mais intensa e mais longa do que quando os voluntários se beijavam. Embora muitos acreditem que as mulheres gostam mais de chocolate do que os homens, o estudo encontrou as mesmas reações ao alimento nos dois sexos.

"Estes resultados nos surpreenderam", disse Lewis. "Embora esperássemos que o chocolate - especialmente o meio-amargo - aumentasse os batimentos cardíacos devido ao fato de conter substâncias altamente estimulantes, tanto a duração das alterações quando o efeito poderoso que tiveram na mente foram algo que nenhum de nós havia previsto."

Para o estudo, os pesquisadores usaram chocolate meio-amargo contendo 60% de cacau. O Mind Lab é financiado por empresas da indústria alimentícia, embora nenhuma companhia possa ser associada a estudos específicos.

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