Fenômeno só foi detectado graças à emissão de raios X |
Um boletim da Nasa assinalou que o eclipse deu aos astrônomos a oportunidade de estudar os efeitos e as características desses buracos negros, tal como ocorre com os eclipses de sol ou da lua em nosso Sistema Solar. Os buracos negros são concentrações tão intensas de material cósmico que nem sequer a luz consegue escapar de sua força gravitacional.
A Nasa afirmou que o buraco negro foi detectado na galáxia identificada como NGC 1365 e tem o que os astrônomos consideram como um núcleo galáctico ativo. Os cientistas também assinalam que é possível que o buraco negro seja alimentado em seu núcleo por uma corrente de material proveniente de um disco onde as temperaturas alcançam milhões de graus centígrados.
Segundo o boletim, o disco produz uma abundante quantidade de raios X, mas é pequeno demais para ser detectado por um telescópio terrestre ou espacial. No entanto, quando aconteceu o eclipse, o tempo que demorou para entrar e sair dele permitiu aos cientistas determinar seu tamanho exato.
"Durante anos tínhamos tentado confirmar o tamanho dessa estrutura. Esse eclipse casual nos permitiu conseguir este feito", assinalou Guido Risaliti, astrônomo do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, em Cambridge, Massachusetts.
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