Descoberto no Peru raro morcego de pêlo amarelado

23 de março de 2007 • 17h14 • atualizado às 23h04
O morcego, cuja espécie se acreditava extinta, foi encontrado na costa norte do país Foto: AFP
O morcego, cuja espécie se acreditava extinta, foi encontrado na costa norte do país
23 de março de 2007
Foto: AFP

Um morcego de pêlo amarelado e que se alimenta de peixes, cuja espécie se acreditava extinta, foi descoberto na costa norte do Peru, juntamente com outras espécies novas, longe de seu habitat natural, na região amazônica. O morcego Noctilio leporinus é um exemplar raro e foi batizado de "morcego pescador" porque tem a peculiaridade de se alimentar de peixes pequenos.

Trata-se de um mamífero de patas longas, caracterizado pela cor amarelada e que foi visto pela primeira vez na costa, na região ocidental da Cordinheira dos Andes, o que é algo novo, disse o biólogo Víctor Pacheco. Este morcego, em grave risco de extinção, tem seu habitat na região oriental da Amazônica, do outro lado da cordilheira.

Sua presença na costa significa que conseguiu subir aos cumes andinos e chegar ao litoral, disse Pacheco, chefe de Mastozoologia do Museu de História Natural da Universidade de San Marcos. O morcego pescador é uma das cinco espécies novas encontradas na região de Tumbes. As outras têm pelagens acinzentadas e marrons, se alimentam de pequenos insetos e até polinizam, como faz o beija-flor, acrescentou o biólogo.

Pacheco esclareceu que estes pequenos animais não representam um risco para as pessoas porque têm dentições pequenas especializadas que não permitem morder o ser humano. "No Peru, são conhecidas, até agora, 170 espécies de morcegos, 44 delas na costa, e só uma delas morde as pessoas e o gado; este é o vampiro", explicou o especialista, ao se referir ao temido exemplar que está associado aos filmes de terror e ao conhecido personagem Drácula.

Outras das novas espécies são o Diaemus youngi e o Vampyrum spectrum ou falso vampiro, o maior dos morcegos, que têm preferência por se alimentar de aves. Todos esses espécimes habitam o Parque Nacional Los Cerros de Amotape, que é um bosque seco equatorial, um dos mais singulares e ricos por sua fauna, afirmou Pacheco.

"É um ecossistema extremamente ameaçado, com flora e fauna muito parecidas às da região amazônica, que corre risco pela existência de colonizadores, gado, além da caça incipiente de subsistência por parte dos moradores e a extração de madeira ilegal", acrescentou.

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