Veterinários: ursinho Knut não será sacrificado

21 de março de 2007 • 11h34 • atualizado às 12h02
Veterinário do zôo de Berlin segura o urso Knut, em foto tirada no dia 1º de fevereiro
Veterinário do zôo de Berlin segura o urso Knut, em foto tirada no dia 1º de fevereiro
21 de março de 2007
AP

O filhote de urso polar que caiu nas graças do povo alemão não será sacrificado como queriam alguns ativistas de direitos animais, garantiram hoje os veterinários do Jardim Zoológico de Berlim.

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Batizado de Knut, a bolinha de pêlos brancos que ganhou espaço nos jornais e televisões de todo mundo, foi rejeitado por sua mãe logo depois de nascer e passou a ser criado por humanos. Isso levou muitos especialistas a pedir eutanásia para um animal que, segundo eles, está se acostumando demais com a convivência com os seres humanos.

O ursinho virou celebridade depois de quase ter morrido quando sua mãe, uma ex-ursa circense em cativeiro no zoológico de Berlim, se recusou a alimentá-lo sem qualquer razão aparente. Seu irmão gêmeo, também rejeitado, não sobreviveu. Desde então, o tratador de animais Thomas Dörflein tem cuidado do bichinho.

O caso despertou o interesse da mídia, que tem acompanhado a recuperação do Knut. Um canal da tv alemã, inclusive, vem seguindo os passos do animal desde dezembro passado. Knut já tem um blog na internet e vai ganhar um programa de tv a partir de sábado.

A polêmica gerada em torno do futuro do animal se deu com a publicação de opiniões de especialistas e ativistas que acreditam que Knut deve ser sacrificado. "O zoológico deve matar este urso", afirmou Frank Albrecht, ativista alemão de defesa de animais. Segundo ele, Knut sofrerá de "problemas de comportamento durante toda a sua vida".

Para Albrecht, "o contato com as mãos humanas não é bom para o urso e representa uma grave infração à lei do mundo animal". O principal argumento das associações de defesa dos animais é que Knut, nascido em dezembro passado, está cada dia mais próximo dos seres humanos, dessa forma ele não conseguirá se desapegar de seus tratadores quando for grande e perigoso e, com isso, jamais se entrosará com outros ursos. Mas outros especialistas não demoraram a reagir. André Schüle, veterinário responsável pelo zoológico de Berlim, protestou: "Estas meias-verdades reunidas me deixam furioso!".

No verão passado, um outro urso esteve sob os holofotes da mídia durante muitas semanas porque ele vagava entre a Baviera (sul da Alemanha) e a Áustria. Chamado de Bruno pela imprensa, ele foi morto depois de três semanas de buscas, quando as autoridades concluíram que ele representava um perigo à população.

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