Nasa: satélite deverá caçar flocos de neve gigante

20 de março de 2007 • 18h19 • atualizado às 20h40
Determinar o tamanho de um floco é importante para evitar que tempestades de neve sejam superestimadas  Foto: The New York Times
Determinar o tamanho de um floco é importante para evitar que tempestades de neve sejam superestimadas
20 de março de 2007
Foto: The New York Times

A Nasa e outras entidades internacionais deverão se unir em um projeto para caçar flocos de neve gigantes - com mais de 5 centímetros de largura - com o uso de satélites. O trabalho é tido como fundamental para os estudos sobre clima. O primeiro satélite deverá ser colocado em órbita em 2013, em uma missão que deverá custar cerca de US$ 1 bilhão.

Segundo Walter Petersen, cientista da Universidade do Alabama, o estudo de flocos de neve gigantes é importante porque, se eles não forem detectados corretamente, podem enganar os sensores no espaço e fazer com que uma tempestade seja superestimada, quer dizer, classificada como mais grave do que realmente é. Com base nos dados desses sensores, especialistas alertam autoridades sobre a ocorrência de graves tempestades em um determinado local.

Flocos de neve que têm entre 5 e 15 centímetros caem regularmente sobre a Terra, afirmam estudiosos. "Há razões para supor que isso pode ocorrer quase todos os dias durante o inverno em alguns locais da Europa e da orla marítima da América do Norte e da Ásia", disse o britânico, William Pike, um observador de tempo que trabalha na Royal Meteorological Society.

Segundo o Guinness Book, o maior floco de neve caiu do céu durante uma tempestade em janeiro de 1887, em Fort Keogh, Montana, nos Estados Unidos. Um fazendeiro afirmou ter encontrado um floco que media 38 centímetros de largura. Porém, não há provas que confirmem o achado.

The New York Times
 
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