» Opine sobre o assunto
» Mulher está gorda e homem bebe demais
» Porto Alegre é capital com mais fumantes
» Brasileiros se alimentam mal
» Você consome álcool de forma perigosa?
» Calcule as calorias do happy hour
Segundo o pesquisador Carlos Monteiro, da Escola de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), principal responsável pela pesquisa, o número de brasileiros que não praticam nenhuma atividade de esforço físico foi um dos dados que mais chamaram a atenção. Os resultados da pesquisa, encomendada pelo Ministério da Saúde, foram divulgados nesta quarta-feira, em Brasília.
"Foi assustador, de certa maneira, identificar 30% dos adultos nessa situação, mais homens do que mulheres e mais pessoas de nível socioeconômico mais elevado. Quanto maior a escolaridade da pessoa, maior a proporção de pessoas que são totalmente inativas. Então, esse foi um dado novo e, como um dado novo, acabou surpreendendo", afirmou Monteiro.
A capital do Rio Grande do Norte, Natal, foi a que apresentou maior índice de inatividade física (35,1%). O menor índice (21,6%) foi registrado em Boa Vista, capital do Acre. A pesquisa também constatou que a inatividade física é mais freqüente no sexo masculino do que no feminino. Entre os homens, o maior sedentarismo foi observado em João Pessoa (47,3%), Natal (46,8%) e Maceió (43,9%). O menor sedentarismo foi encontrado nas cidades de Boa Vista (28,6%), Porto Velho (31,7%) e Palmas (33,3%).
Entre as mulheres, as maiores freqüências de sedentarismo foram encontradas na capital sergipana, Aracaju (26,5%), e em Natal (25,4%) e João Pessoa (25%). As menores taxas são as de Boa Vista (14,6%), Manaus (14,8%) e Porto Velho (16,6%).
De maneira geral, a freqüência de adultos que praticam atividade física no lazer foi considerada modesta em todas as capitais brasileiras. O Distrito Federal, com 21,5%, foi a unidade onde as pessoas mais praticam atividade física, e São Paulo (10,5%), a capital onde menos se praticam exercícios físicos. O estudo também verificou que mais homens do que mulheres praticam atividades físicas no lazer.
Agência Brasil