Estudo: brasileira está gorda e homem bebe demais

14 de março de 2007 • 14h49 • atualizado às 20h48

Um estudo feito pela primeira vez no País mostrou que as mulheres brasileiras estão acima do peso - no Rio, o número de 'gordinhas' chega a 44% - e mais de um terço dos homens bebe demais. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira e fazem parte do Sistema de Monitoramento de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Não Transmissíveis (Vigitel).

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Em São Paulo, a taxa de mulheres que estão acima do peso chega a quase 43%. Este foi o terceiro maior índice encontrado nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. As autoridades afirmam que estão preocupadas. "O índice é maior do que o que gostaríamos", disse Deborah Malta, uma das coordenadoras do estudo.

A maior freqüência de adultos com excesso de peso foi encontrada no Rio de Janeiro (48,3%) e a menor, em São Luís (34,1%). O excesso de peso mostrou ser mais freqüente em homens do que em mulheres, exceto nas cidades de Recife, Rio Branco, Salvador e São Paulo, onde as freqüências foram semelhantes nos dois sexos. Entre homens, o excesso de peso foi mais freqüente em Porto Alegre (54,2%), Rio de Janeiro (52,6%) e Cuiabá (51,4%); entre mulheres, no Rio de Janeiro (44,4%), Rio Branco (43,1%) e São Paulo (42,8%).

As menores freqüências de excesso de peso em homens foram encontradas em Teresina (42,2%), Salvador (41,2%) e São Luís (37,2%), enquanto em mulheres foram vistas em Belém (30,9%), Teresina (29,5%) e Palmas (24,9%). O estudo também divulgou uma tendência de aumento da freqüência do excesso de peso com a idade até os 54 anos entre os homens e até os 64 anos entre mulheres.

A relação entre nível de escolaridade e excesso de peso é diferente entre homens e mulheres: no sexo masculino, o excesso de peso tende a aumentar discretamente com a escolaridade, enquanto no sexo feminino o excesso de peso diminui intensamente com a escolaridade.

Consumo de álcool
A pesquisa ainda mostrou que um terço dos homens bebe excessivamente. A maior taxa foi encontrada em Salvador, onde 33% afirmaram que consomem mais de cinco bebidas alcoólicas por dia. No Rio de Janeiro, um em cada quatro homens bebe demais freqüentemente.

O Sistema de Monitoramento de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Não Transmissíveis (Vigitel) é um estudo feito para detectar fatores que favorecem o surgimento de doenças não transmissíveis, como as cardiovasculares, para permitir o planejamento de políticas públicas de prevenção. Ele foi realizado nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal durante o ano de 2006, por meio de entrevistas telefônicas.

Ao todo, 54 mil pessoas com idade acima de 18 anos foram entrevistadas sobre consumo de cigarro e álcool, atividades físicas, ingestão de alimentos, hipertensão arterial, obesidade, entre outros itens. O Vigitel será realizado anualmente, segundo o Ministério da Saúde.

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