Segundo informações do jornal britânico Times, o teste vai analisar os efeitos da hipoxia - situação em que são verificadas baixas taxas de oxigênio no sangue da pessoa doente. Cerca de 25% dos pacientes demonstraram ser incapazes de lidar com a hipoxia, o que pode levar a morte. Um teste semelhante já foi feito envolvendo 200 adultos voluntários.
No entanto, segundo o professor Monty Mythen, da Universidade de Londres, os resultados deste estudo não podem ser aplicados com segurança em crianças. "Elas não são adultos em miniatura. Seus organismos funcionam diferentemente", disse Mythen. Por isso a necessidade de o teste ser refeito. Os resultados podem fornecer tratamentos vitais a bebês prematuros, ou que tenham nascido com fibrose cística, ou ainda crianças com problemas congênitos no pulmão.
O cientista diz que no nível do mar não é possível dizer quem é capaz ou não de lidar com esse tipo de situação médica. "No Everest, se nós entendermos mais sobre o que faz alguém ter uma rápida adaptação, poderemos descobrir meios de ajudar quem é menos capaz de lidar com a hipoxia", disse o pesquisador.
Mas não é fácil encontrar algum pai que permita o filho a participar de uma experiência em condições tão adversas. Por isso o professor decidiu levar os seus quatro filhos ao Everest para realizar o estudo. A mãe, uma médica pediatra, vai também.
O teste, além de abrir uma nova fronteira em experiências envolvendo crianças, também pretende demonstrar a usabilidade de novas tecnologias que podem ser utilizadas no monitoramento de crianças doentes tanto em casa quanto no hospital.
Redação Terra