Cientista descobre nova espécie de inseto na Suíça

06 de março de 2007 • 16h40 • atualizado às 17h09

Uma espécie de caruncho de dois milímetros vive há dois milhões de anos no subsolo da região da Basiléia, no noroeste da Suíça, afirmou nesta terça-feira o cientista que acaba de descobri-lo. O inseto não tem olhos e está no subsolo da região desde antes da primeira glaciação, sendo assim o organismo vivo mais antigo da Basiléia, explicou o geógrafo da Alta Escola de Wadenswil, Stephan Brenneisen.

O caruncho se chama cientificamente Raymondionymus marqueti e vive a 40 centímetros de profundidade, em camadas de terra quentes. Ele se alimenta de matéria vegetal e, por enquanto, não se sabe qual é sua longevidade.

Totalmente adaptado a seu ambiente, os cientistas asseguram que é uma "relíquia" procedente da era terciária, quando os mamíferos apareceram no planeta. Ele é tão raro no resto da Suíça que não pertence à lista de espécies a proteger, disse Andreas Kaupp, da Universidade da Basiléia.

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