Paleontologia

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Sexta, 16 de fevereiro de 2007, 09h57 Atualizada às 15h11

Alemães buscam descendentes de ossadas milenares

Arqueólogos acharam na cidade alemã de Osterode ossadas de 3 mil anos que podem ter pertencido aos antepassados de habitantes atuais da região. Arqueólogos da universidade de Göttingen acharam em 2005 cerca de 40 esqueletos de 3 mil anos de idade que, por um acaso da natureza, estão extremamente bem conservados.

Segundo os cientistas, as ossadas ficaram em uma caverna a uma temperatura constante de 6 a 8ºC. Por isso, seu DNA ainda está intacto. Isso permite saber se os homens eram parentes dos moradores atuais da região, o que os cientistas acham possível, já que houve muito pouca migração na área.

Acredita-se que, há 3 mil anos, a região de Osterode era habitada por celtas e tribos germânicas. Saliva Em janeiro e fevereiro deste ano, quase 300 pessoas se prontificaram a doar saliva para fazer um teste de seu DNA, que será comparado com o das ossadas.

Se a suspeita se confirmar, os moradores da região rural no centro da Alemanha poderiam traçar a árvore genealógica mais antiga do mundo. Algumas famílias da área têm uma lista com todos os seus antepassados dos últimos 500 anos.

Os cientistas dizem que os esqueletos encontrados pertencem a uma família que enterrou seus mortos na caverna durante várias gerações. Segundo a antropóloga Susanne Hummel, da Universidade de Göttingen, "os ossos estavam muito bem conservados, - como em filmes policiais". Ela disse que, historicamente, o costume na região sempre foi de casar com pessoas que vivem próximas do lugar onde se mora.

Agora é esperar para crer. O resultado dos testes de DNA devem sair nas próximas semanas.
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