Um dos menores sapos do mundo é achado em SC

23 de janeiro de 2007 • 21h03 • atualizado em 24 de janeiro de 2007 às 09h28
O minúsculo anfíbio encontrado no norte de Santa Catarina mede apenas 11 milímetros  Foto: Instituto Rã-Bugio/Divulgação
O minúsculo anfíbio encontrado no norte de Santa Catarina mede apenas 11 milímetros
23 de janeiro de 2007
Foto: Instituto Rã-Bugio/Divulgação

Fabrício Escandiuzzi
Direto de Florianópolis

Santa Catarina


Um representante da família dos menores sapos do mundo foi encontrado no norte de Santa Catarina pelo casal de ambientalistas Germano Woehl Júnior e Elza Nishimura Woehl. O minúsculo anfíbio mede apenas 11 milímetros e é menor do que uma unha.

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O sapo foi encontrado na Serra do Mar, no norte de Santa Catarina, após seis anos de busca. É a primeira vez que se tem registro da espécie na região. Natural da Mata Atlântica, ele é da família dos Brachycephalidae. Historicamente, existem registros de sua ocorrência no Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Germano, um dos fundadores de uma ONG dedicada à proteção dos sapos, o Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade, explica que o pequeno sapo é muito barulhento e seu coaxar é identificado durante o dia, ao contrário dos demais sapos. "Eles procuram se esconder em ambientes úmidos, e esse exemplar que encontramos estava embaixo de uma camada de folhas secas", disse.

Batizado de "sapo-pingo-de-ouro", por causa de sua cor dourada e tamanho, o minúsculo anfíbio foi devolvido à natureza depois de fotografado. O ambientalista ressalta que, infelizmente, a espécie está seriamente ameaçada de extinção. "Com o desmatamento, está cada vez mais complicado encontrá-lo", lamentou. "Sua sobrevivência está por um palito de fósforo".

Os anfíbios dessa família não apresentam a fase de girino aquático, como a maioria. A reprodução se dá por desenvolvimento direto, fora da água, isto é, os sapinhos nascem já na forma adulta a partir dos ovos depositados embaixo das folhas, galhos e troncos das árvores caídas, em decomposição, no chão da floresta.

O próximo passo dos ambientalistas é tentar o registro oficial do minúsculo sapo nos Estados Unidos. Germano não quer registrar o sapinho no Brasil, pois aqui é necessária a coleta no animal. Em 2000, o instituto Rã-Bugio registrou nos Estados Unidos a existência da rã-marrom, um anfíbio que costuma ficar enterrado no chão da floresta.

Redação Terra
 
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