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A pesquisa, liderada pelo cientista Evangelos Michelakis, testou o DCA em células humanascultivadas fora do corpo e descobriu que a droga mata células cancerosas sem destruir as saudáveis. A experiência foi repetida em ratos com tumores, nos quais o câncer diminuiu drasticamente em poucas semanas, após ser atacado pela droga.
De acordo com o site NewScientist, o dicloroacetato (DCA) é usado há anos para tratar distúrbios metabólicos e é conhecido por ser seguro. Além disso, a droga não tem patente, o que significa um custo menor quanto comparada às mais novas drogas desenvolvidas.
AutodestruiçãoAté agora, os cientistas acreditavam que as células cancerosas utilizavam a glicólise porque suas mitocôndrias estavam danificadas. No entanto, experimentos de Michelakis provaram que essa não é a causa. Injetando DCA nas células doentes, a mitocôndria é novamente "despertada". Depois disso, a célula doente encolhe e morre.
Michelakis sugere que o processo da glicólise como fonte de energia ocorre quando as células não conseguem oxigênio suficiente para suas mitocôndrias funcionarem corretamente. Na tentativa de sobreviver, elas desligam sua mitocôndria e começam a produzir energia através da glicólise. Se não fossem desligadas, as mitocôndrias ativariam um processo de autodestruição.
Então, enquanto as mitocôndria estão "desligadas", as células se tornam "imortais", prolongando a vida de outras céuluas no tumor e se tornando dominantes. No entanto, quando o DCA desperta a mitocôndria, ela reativa o processo de autodestruição e leva as células cancerosas à morte.
Redação Terra