Ambiente

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Sexta, 12 de janeiro de 2007, 15h58 Atualizada às 17h04

Príncipe de Mônaco defende luta pelo meio ambiente

O príncipe Albert de Mônaco defendeu hoje em Paris sua luta pela defesa do meio ambiente e apresentou os primeiros projetos que a fundação que leva o seu nome financiará este ano em vários países, como Chile, Indonésia e Marrocos. "Não é mais o momento do ceticismo, mas o da ação. Por isso, a fundação acelerará a busca de ações concretas a favor da gestão sustentável e eqüitativa dos recursos naturais", afirmou o príncipe diante do Clube Europeu-Americano de Imprensa.

As declarações de Albert II foram feitas na primeira entrevista que concedeu na França desde que assumiu as rédeas do micro-Estado mediterrâneo após a morte de seu pai, Rainier, em 2005.

A fundação para a defesa do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável que o príncipe criou em junho foca sua atividade na mudança climática, na biodiversidade e na água. "Desde então, as notícias de nosso planeta só confirmaram a urgência de agir, especialmente contra a mudança climática", disse Albert II, que planeja participar da conferência internacional sobre o meio ambiente que Paris realizará em fevereiro.

Os três eixos da fundação são encorajar as decisões de Estados, instituições internacionais e líderes de opinião; apoiar projetos que reconciliem "meio ambiente e inovação"; e sensibilizar as pessoas sobre a necessidade de atuar "individual e coletivamente para salvar o planeta".

Em novembro passado, foi iniciada uma campanha de dois anos para arrecadar - 80 milhões para o financiamento a longo prazo das atividades da fundação. O objetivo é assegurar um orçamento anual de - 20 milhões a - 30 milhões, afirmou o príncipe, que se mostrou confiante após a resposta inicial dos doadores.

A fundação já identificou sete projetos que financiará este ano para demonstrar que é possível "conciliar o desenvolvimento econômico, social e humano com o desenvolvimento sustentável e o respeito ao meio ambiente". Na luta contra a mudança climática, serão estimuladas a pesquisa e a inovação em tecnologias limpas que ajudem a reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa.

Assim, a fundação apóia um projeto em Punta Arenas (Chile) para a extraçaõ de biogás do aterro Lena Dura que alimentará um gerador de energia. A primeira fase do projeto, que é administrado pela empresa francesa Bionersis e sua filial chilena Sepba, entrará em operação este ano, e a segunda, em 2009.

Na luta pelo acesso à água e contra a desertificação, está sendo financiado um projeto de pequenas unidades de dessalinização no Marrocos, com o apoio deste país e do Programa da ONU para o Desenvolvimento, em três oásis em Tafilalet. Na floresta da ilha indonésia de Siberut, que o príncipe visitou, é apoiado um programa a favor da biodiversidade.

Outros projetos incluem a preservação da águia de Bonelli na Espanha, na França e em Israel, e a organização "ecoeficiente" dos Jogos dos Pequenos Estados, que serão realizados em junho, em Mônaco. O príncipe, que em 2006 foi o primeiro chefe de Estado a chegar ao Pólo Norte, completando assim a viagem de seu tataravô Albert I, há 100 anos, não planeja uma expedição à Antártida, mas poderia apoiar um projeto educativo para levar jovens à região.

Para demonstrar a urgência de combater o aquecimento da Terra, Albert II afirmou que, se dentro de 25 anos quisesse repetir sua expedição ao pólo, provavelmente teria que ir "de navio". Na entrevista coletiva não foram abordados temas pessoais, como um eventual casamento, mas, perguntado pelo assédio dos paparazzi aos famosos, Albert II defendeu sua privacidade.

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