Este estudo, realizado com peixes da espécie Zoarces viviparus, estabeleceu pela primeira vez "um vínculo direto" entre o aumento das temperaturas, que afetam o consumo de oxigênio desta espécie, e sua sobrevivência, indicou o Instituto de Pesquisas Polares e Marítimas Alfred-Wegener de Bremerhaven (noroeste da Alemanha).
"Quando as temperaturas aumentam, o processo de consumo de oxigênio do organismo se deteriora em primeiro lugar", destacaram os cientistas, ressaltando que a subnutrição de oxigênio, vinculada a condições climáticas, é "o fator determinante" da sobrevivência da espécie.
Hans-Otto Pörtner e Rainer Knust compararam o comportamento dos peixes bleniídeos da espécie Zoarces viviparus no meio natural do mar do Norte com experiências realizadas em laboratório. Eles observaram uma diminuição do crescimento e uma taxa de mortalidade mais importante nestes peixes em caso de temperaturas da água superiores aos 17°C. A partir dos 21°C, os peixes não sobrevivem por muito tempo, acrescentaram.
A temperatura do mar do Norte aumentou entre 1 e 2 graus nos últimos 40 anos, de acordo com as mesmas fontes. Segundo o Departamento de Transporte Marítimo e Hidrografia de Hamburgo (norte), a temperatura subiu 2,4 graus, conseqüência indireta, afirmam os cientistas, do aquecimento climático. A título de exemplo, em outubro de 2006, a temperatura foi de 14,2°C, em média.
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