Consumo moderado de álcool reduz pressão arterial

02 de janeiro de 2007 • 11h23 • atualizado às 13h14

Pessoas com pressão arterial alta podem ser beneficiadas se ingerirem bebidas alcoólicas em pequenas quantidades e de forma regular, segundo um estudo americano.

Homens com hipertensão reduziram o risco de um ataque cardíaco tomando uma ou duas doses por dia, segundo o estudo publicado na revista científica Annals of Internal Medicine.

Especialistas alertaram que muito álcool pode aumentar a pressão sangüínea e a descoberta feita pela pesquisa não deve ser usada como desculpa para beber, acrescentando que a bebida pode ser prejudicial e não deve ser usada como remédio.

A pesquisa analisou 11.711 homens, profissionais do setor de saúde. Para estes casos, o consumo moderado de bebida alcoólica - um ou dois copos de cerveja, vinho ou uma ou duas doses de bebidas destiladas - reduziu o risco de ataque cardíaco, mesmo nos casos de pressão alta.

Os que bebem menos de uma dose a cada um ou dois dias não registraram queda no risco de ataque cardíaco maior do que os que não bebem.

Limite
Os autores do estudo destacaram que mais de três doses de bebida por dia levam a um aumento na pressão sangüínea e o risco de hipertensão, acrescentando que "nossas descobertas não são uma licença para que homens com hipertensão passem dos limites".

"O consumo excessivo de álcool claramente aumenta a pressão sangüínea e muitos homens hipertensos são aconselhados a não beber. Mas nossos resultados mostram que este conselho pode não ser necessário se estes homens beberem de forma responsável", disse Joline Beulens, uma das líderes dos pesquisadores na Escola de Saúde Pública de Harvard.

Outras pesquisas mostraram que consumo moderado de álcool diminui o risco de doenças cardíacas pois aumenta os níveis do colesterol "bom" e, possivelmente, afinando o sangue.

"Devemos lembrar que beber em excesso leva a graves riscos de saúde. Se você quer melhorar a saúde de seu coração nosso conselho é evitar o cigarro, ter uma dieta balanceada com pouco consumo de sal e gorduras saturadas e realizar atividades físicas regularmente", afirmou Judy O'Sullivan, da organização britânica British Heart Foundation.

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