O estudo, liderado pela pesquisadora Norma Yamanouye, mostrou como as células isoladas em cultura se agregavam e formavam um ácido que secretava veneno. O estudo, segundo a Agência Fapesp, será publicado na edição de janeiro da revista Nature Protocols.
Com a descoberta, Norma pretende fazer com que as células se reproduzam indefinidamente, sobrevivendo fora do organismo do animal. "Com isso, esperamos conseguir uma linhagem de células secretoras que possibilitará produzir o veneno em cultura", disse.
A pesquisadora destaca também que, sem a necessidade de criar serpentes em cativeiro, o impacto ambiental seria positivo. "Se pudermos produzir o veneno em laboratório, sem dúvida haverá redução da mortalidade desses animais", afirmou a pesquisadora.
Redação Terra