Atualizada às 12h46
A Universidade de Kyung Hee, em Seul, capital da Coréia do Sul, importou um robô "simulador de partos" para aulas práticas de obstetrícia. Segundo um professor da disciplina, é uma oportunidade de os estudantes de medicina colocarem a teoria na prática, já que a taxa de natalidade do país está em queda constante.
O centro médico da Universidade Kyunghee, de Seul, é a primeira instituição da Coréia do Sul a empregar Noelle, um robô de tamanho humano, e seu "recém-nascido", para dar experiência obstétrica aos estudantes. "Com essa ferramenta de simulação, podemos fazer partos normais e também partos complicados, tais como nascimentos em que o bebê está virado, ou cesarianas", disse o professor Jung Eui. "Os estudantes podem treinar de maneira muito realista com esse manequim".
Os estudantes se reúnem à volta de Noelle enquanto ela "entra em trabalho de parto". Eles se revezam para monitorar seus sinais vitais e para tirar o "bebê" do seu corpo. O recém-nascido, também um robô, é equipado com luzes em suas mãos e bochechas para indicar sua saúde - luzes azuis representam problemas e luzes cor-de-rosa apontam que está tudo bem.
Os alunos dizem que usar a Noelle é mais útil do que sentar em uma sala de aula e anotar. "Acho que é mais útil treinar partos em um manequim de tamanho real do que estudar com livros ou aulas antes de tratar de meu primeiro paciente de verdade", disse o estudante Woon Jin-kwang.
O professor Jung disse que a taxa de natalidade, em intensa queda, deu aos estudantes menos chances de assistir e treinar nascimentos, tornando necessária a utilização de Noelle.
A Coréia do Sul tem uma população atual de pouco mais de 48 milhões de pessoas, e uma das menores taxas de natalidade do mundo - uma média de 1,08 crianças por mulher. Noelle foi comprada por US$ 20 mil da empresa americana Gaumard Scietific Co. Inc. O robô foi produzido no ano 2000 e mais de 400 unidades foram vendidas nos Estados Unidos.
Reuters
Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.
Em um país com taxa de natalidade em queda, é a oportunidade para os estudantes fazerem partos
Busca
Busque outras notícias no Terra: