Os anfípodes podem se alimentar de flocos de matéria |
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A edição 2006 do Censo da Vida Marinha, um projeto que envolveu mais de dois mil cientistas de 80 países, reuniu 500 espécies de peixes e pequenos crustáceos. Os pesquisadores ficaram intrigados com 12 espécies, que acreditam ser novas. Ou seja, nunca haviam sido vistas pelo olho humano. As demais tiveram sua localização geográfica ampliada. Os animais, muitos deles vivendo a cinco quilômetros de profundidade, alimentam-se de flocos de matéria orgânica, além de comer uns aos outros.
Tubarões
Os investigadores do censo descobriram que 70% dos oceanos do mundo estão livres de tubarões. Em um extenso estudo do vasto abismo abaixo de três mil metros, os cientistas de mar profundo detectaram que tubarões são quase totalmente ausentes e procuraram explicações fisiológicas. Embora muitos tubarões vivam até 1,5 mil metros, eles falharam em colonizar mais o fundo, se colocando mais facilmente dentro do alcance da pesca e do status de ameaçados.
Rastreando por satélite bobos-escuros (Puffinus griseus) anilhados, os pesquisadores do censo mapearam um pequeno pássaro procurando por comida ao longo de 70 mil quilômetros,descrevendo um oito gigante sobre o Oceano Pacifico, desde o Havaí, até a Nova Zelândia, Polinésia, Japão e retornando. De acordo com o cendo, esta foi a mais longa migração eletronicamente já registrada em apenas 200 dias. O pássaro fez em média uma marca de 350 quilômetros por dia. Em alguns casos, um casal fez a jornada sempre juntos.
Os anfípodes, como são chamados pelos pesquisadores, foram observados por robôs subaquáticos.
Uma comunidade de vida marinha encoberta por 700 m de gelo e a 200 quilômetros de águas abertas surpreendeu os cientistas antárticos do Censo, que filmaram um número de espécies incluindo uma água-viva, possivelmente Cosmetirella davisi, nadando com os tentáculos abertos.
Dentre o grande número de novas espécies descobertas pelos participantes do censo durante 2006, a lagosta das rochas que um explorador do censo encontrou fora da zona costeira de Madagascar pode ser a maior. Denominado como Palinurus barbarae, a porção principal do corpo do animal tem meio metro.
Redação Terra