A lei, proposta por um grupo de parlamentares liderado pela senadora liberal Kay Patterson, foi aprovada por 82 votos a favor e 62 contra. O Senado aprovou o projeto de lei por 34 votos a favor e 32 contra em uma votação realizada em 7 de novembro.
"Não acho que a ciência tenha avançado tanto para justificar uma mudança de opinião do Parlamento e, por isso, votarei contra", disse o primeiro-ministro australiano, John Howard.
O novo líder da oposição trabalhista, Kevin Rudd, que substituiu Kim Beazley esta semana, afirmou que "é muito difícil apoiar um regime legal que permite a criação de uma forma de vida humana para o único e explícito objetivo de fazer experimentos com ela".
O ministro da Defesa australiano, Brendan Nelson, foi um ferrenho defensor desta lei no debate, realizado no Parlamento desde segunda-feira.
"Devemos isto à próxima geração, mostrar o mesmo conhecimento e coragem", defendeu Nelson, que considerou que sua geração se beneficiou enormemente do esforço e do bom senso da ciência.
A legislação australiana que regulava até agora a pesquisa relativa às células-tronco embrionárias foi aprovada em agosto do 2002 e não incluía pesquisas sobre a clonagem de seres humanos.
O Governo da Austrália tinha legislado separadamente a clonagem e a experimentação com células-tronco de embriões humanos.
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