Asteróide gigante teria atingido a Terra |
Exames feitos em sedimentos de rocha de cinco sítios no fundo do Oceano Atlântico embasa fortemente a noção de que um bloco de rocha massivo vindo do espaço causou a extinção dos animais. A pesquisa foi realizada por um time liderado por Ken MacLeod, professor de geologia da Universidade de Missouri-Columbia.
"É um simples impacto único", disse MacLeod em uma entrevista. "Foi um só impacto, não tem mais o que explicar."
Cientistas acreditam que um asteróide de 10 quilômetros de diâmetro acertou a terra há 65,5 milhões de anos, no final do Período Cretácio, caindo no que é hoje a península de Yucantan, no México, criando a cratera de Chicxulub, de 178 quilômetros.
O impacto causou uma catástrofe mundial, liberando pedra e poeira no céu, causando tsunamis gigantes e causando incêndios globais. A terra teria ficado na escuridão por anos.
Os dinossauros morreram todos, assim como os mosasauros, os plesiosauros, os pterosauros e muitas espécies de plâncton. Os pássaros sobreviveram, junto com os mamíferos.
Evidências na pedra
Provas da teoria do asteróide único estão na forma de escombros do impacto, espalhados pelo mundo. Cientistas há 26 anos encontraram irídio - metal raro na terra, mas comum em meteoros - do Período Cretácio, que sugeria a teoria.
Um grupo de pesquisadores da Universidade de Princeton, liderado por Gerta Keller, segue uma teoria que diz que a cratera de Chucxulub teria sido criada 300 mil anos antes do fim dos dinossauros. Ele dizem que mais tarde uma chuva de vários asteróides teria atingido a Terra eliminando os animais sobreviventes.
A equipe de MacLeod fez furos profundos no chão do mar a cerca de 4,5 mil quilômetros do local da queda em Yucatan, local considerado ideal. Qualquer pedra que fosse retirada do local do impacto pode ter sido alterada por eventos imediatamente após o incidente, como ondas, terremotos e erosão.
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