Cientistas criam método que evita testes em animais

06 de novembro de 2006 • 14h36 • atualizado às 14h49

Uma equipe de pesquisadores da Universidade suíça de Neuchâtel apresentou nesta segunda-feira um método que permite facilitar o trabalho dos laboratórios e evitar a utilização de animais nos testes de produtos contra carrapatos.

O resultado do trabalho realizado por Thomas Krober e Patrick Guerin no instituto de zoologia do centro universitário é uma membrana artificial composta de celulose e silicone, que imita a fisiologia e a elasticidade da pele.

Segundo os especialistas, o dispositivo permite comprovar de forma mais rápida e econômica a eficácia de produtos contra os carrapatos.

Além disso, os agentes patógenos depositados pelo carrapato na camada de sangue subjacente à membrana artificial podem se recuperar, e sua identificação, segundo os pesquisadores, abre caminho para a fabricação de remédios específicos contra esses parasitas.

A Universidade de Neuchâtel assinalou que esse procedimento pode revelar-se especialmente útil tanto em países tropicais, onde o gado tenha sido "infestado de carrapatos", como na luta contra doenças transmitidas por insetos, como os mosquitos e as mosca tsé-tsé.

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