Morte de lendário cavalo de corrida é solucionada após 74 anos

23 de outubro de 2006 • 12h37 • atualizado às 12h48
Estátua de Phar Lap está em exposição no museu de Melbourne Foto: Reuters
Estátua de Phar Lap está em exposição no museu de Melbourne
23 de outubro de 2006
Foto: Reuters

A morte de Phar Lap, um lendário cavalo de corridas australiano, foi solucionada com a ajuda de uma nova tecnologia. De acordo com o Daily Telegraph, o animal foi envenenado com arsênico, horas antes de morrer. Uma das teorias da época apontava para gangsters norte-americanos, que temiam grandes perdas nas apostas ilegais. O mistério já durava 74 anos.

Phar Lap, um "gigante" de cinco anos nascido na Nova Zelândia, venceu 37 das 51 provas, incluindo a Copa de Melbourne, em 1930. Virou herói esportivo durante a grande depressão australiana. No dia 5 de abril de 1932, o cavalo morreu na Califórnia, depois de ser encontrado com fortes dores e febre dia por seu treinador, Harry Telford.

Os cientistas utilizaram um acelerador de partículas para solucionar o mistério. Eles bombardearam um fio da crina de Phar Lap com raios de luz intensa. O resultado apresentou uma alta dose de arsênico, ingerida cerca de 35 horas antes da morte.

A causa da morte ainda não tinha sido descoberta, e a teoria mais provável era de uma grastrenterite aguda. "Nossas observações apontavam para veneno, mas não tinhamos como mostrar isso de outra maneira", explicou Ivan Kempson, cientista do Programa de Pesquisa por Synchrotron, como é chamada a tecnologia.

O coração de 6,35 quilos e a pele de Phar Lap são preservadas por taxidermistas em um mostruário protegido por vidro no museu de Melbourne. No ano 2000, o mesmo recurso foi utilizado em seis fios de cabelo do compositor alemão Ludwig van Beethoven, de forma a identificar a causa de sua doença e sua morte.

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