"A indústria apresenta modelos de magreza extrema, e este é um dos fatores que contribuem para que muitas jovens desenvolvam transtornos da alimentação", disse a professora Janet Treasure, do King´s College londrino.
A carta explica que em cerca de 10% das jovens se observam desordens como anorexia ou bulimia nervosa, às vezes com conseqüências muito graves para o indivíduo, a família e a sociedade.
A anorexia tem um longo histórico, mas a bulimia nervosa (ingestão excessiva e compulsiva de comida) era rara nas mulheres nascidas antes dos anos 50, afirma a carta.
Segundo Treasure, "o paradoxo é que um desejo de emagrecer pode ativar um tipo errado de comportamento alimentar, que aumenta o risco de obesidade".
A principal signatária da carta incentiva a indústria londrina a seguir o exemplo da Pasarela Cibeles de Madri, que vetou as modelos extremamente magras, ou seja, com um índice de massa corporal inferior a 18, segundo a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
"O exemplo de Madri é muito sensato. Os transtornos da alimentação são acompanhados de muitos outros problemas, como o abuso de drogas e transtornos do comportamento" adverte a especialista.
"Se as jovens tomam como referência essas modelos, podem desenvolver hábitos que depois serão muito difícil de largar", acrescenta.
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