O local servia de residência para os sacerdotes das tumbas de animais sagrados - símbolos do deus Toth. O arqueólogo egípcio que conduziu a missão, Abdel Halim El Din, revela que a construção remonta ao período dos Ptolomeus, há 300 a.C.. Segundo ele, o lugar contém um grande armazém, cozinhas, fornos, uma sala destinada a cerimônias religiosas, outra para reuniões e uma para descanso.
O arqueólogo alemão Dieter Kesseler contou ainda que a edificação continha vasilhas de terracota, assim como tabuinhas do mesmo material com inscrições em caracteres demóticos e gregos. "Restos de cabelos humanos nos levaram a deduzir que uma das salas poderia sevir de salão de beleza", contou o alemão.
O arqueólogo Samir Anis ressaltou que o achado é um exemplo claro da fusão das civilizações egípcia, grega e romana. De acordo com Anis, a tumba foi utilizada pela Dinastia dos Ramsés (século XIII e XIV aC) e mais tarde durante o período grego (333 AC).
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