Um dos integrantes da equipe de Fletcher, Stephen Buckley, disse ao Portal Terra, que ainda não foi comprovado, ou divulgado, que a múmia seja a da Rainha, porém os resultados do trabalho fornecem evidências que aumentam a possibilidade. Ele informou que a múmia estava, junto com outras duas, na tumba KV35, no Vale dos Reis, na cidade de Luxor.
"A doutora Joann Fletcher estava ciente de que havia três múmias nesta tumba e que, somente após o estudo científico, se teria evidência necessária para sugerir que uma delas, a "mais nova", pudesse ser de Nefertiti. O que nós podemos dizer é que Nefertiti é a melhor candidata para a identidade desta múmia". Trabalhos a serem realizados mais adiante fornecerão a prova final para a comprovação".
Fletcher, da Universidade de York e especialista em múmias, disse ontem que "após 12 anos de busca, a descoberta é, talvez, a experiência mais extraordinária da minha vida". "A teoria de Fletcher é completamente equivocada e sua limitada experiência não lhe permite identificar uma múmia", disse Hawas em declarações à agência egípcia de notícias, Mena.
"A múmia de Nefertiti nunca poderia ser encontrada no Vale dos Reis devido às hostilidades entre a rainha e o último faraó da dinastia de Amarna, Hor Moheb, que não teria permitido que ela fosse enterrasse ali", acrescentou Hawas.
A imagem de Nefertiti foi reproduzida em muitas esculturas, papiros e pinturas de sua época, mas seu busto, hoje exposto no Museu de Berlim, é talvez sua imagem mais conhecida.
Redação Terra