A fêmea do tubarão-mangona inicia sua gravidez com mais de 40 embriões em seus dois úteros, mas no momento em que estão perto de nascer, um ano depois, restam apenas dois - um em cada útero.
Todos os outros foram comidos no que Otway chama de "canibalismo intra-uterino", uma característica única da espécie. "Quando os embriões atingem cerca de 10 centímetros de comprimento, por volta dos quatro meses, eles têm uma mandíbula totalmente desenvolvida e funcional e começam a canibalizar seus irmãos", explicou.
"Este é realmente um problema com este animal", acrescentou. "É uma estratégia reprodutiva tão bizarra que qualquer outro fator que cause morte em seu hábitat levará a população a diminuir", emendou.
O tubarão-mangona, que chega a até três metros, é classificado como um animal em sério risco de extinção na costa leste da Austrália e é vulnerável em todo o mundo, disse Otway.
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