Os pesquisadores examinaram a causa da morte de 24.558 mulheres com implante de silicone nos seios e de 15.893 que fizeram outros tipos de cirurgias plásticas em duas províncias canadenses, entre os anos de 1974 e 1989. Depois, compararam a mortalidade de mulheres que receberam transplantes com a população em geral.
"A grande novidade foi descobrimos esse link entre os implantes de seio estéticos e o risco aumentado para o suicídio", afirmou o pesquisador Howard Morrison, da agência pública de saúde de Ottawa (Canadá).
Para Morrison, não é possível responsabilizar a cirurgia pelas mortes das mulheres. Porém, ele lembra que outros estudos já mostraram a incidência de baixa auto-estima, depressão e outras desordens psiquiátricas em mulheres que optaram por aumentar os seios.
"Isso não acontece com as mulheres brasileiras, pelo menos nunca ouvi falar", afirma o cirurgião plástico Oswaldo Saldanha, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, conforme a Folha de S.Paulo.
Saldanha diz que os cirurgiões brasileiros são orientados a fazer uma ampla análise do perfil psicológico da mulher que deseja colocar silicone e são desaconselhados a fazer a cirurgia quando percebem distúrbios psiquiátricos.
Publicada na revista científica American Journal of Epidemiology, o levantamento apontou que o implante não aumenta o risco de câncer da mama e tampouco de doenças cardíacas, como demonstraram outros estudos.
Redação Terra