Cientistas chineses movimentam objetos com a mente

18 de junho de 2006 • 08h46 • atualizado às 10h09

Um jogo de futebol entre cachorros-robô, que desviam de obstáculos e marcam gols, deixou de ser uma novidade na era da tecnologia digital, a não ser que os engenhos sejam totalmente controlados pela mente, como conseguiu um grupo de cientistas chineses da Universidade Tsinghua, em Pequim.

Segundo um comunicado publicado hoje no site da instituição, o Instituto de Engenharia Neurológica da Escola de Medicina desenvolveu um sistema que traduz as ondas cerebrais do pensamento humano em instruções para um computador.

Por meio de uma interface que une o cérebro ao computador, o indivíduo pode se comunicar com outros e controlar objetos sem a necessidade de usar um só músculo.

"A atividade mental humana produz nas ondas cerebrais um tipo específico de ritmo e de padrão espacial, que se grava na superfície da cabeça", explicou Hong Bo, do Instituto de Engenharia Neurológica.

Com a ajuda de um amplificador biológico de grande potência e de um algoritmo computadorizado, o sistema idealizado pelos cientistas chineses pode extrair esta marca das ondas cerebrais e catalogá-lo automaticamente para mostrar o estado mental da pessoa em tempo real.

Cada um dos estados mentais é classificado com um "rótulo" pelo computador, ao qual é atribuído o controle de uma ordem, como "subir" ou "descer".

Essa ordem é executada por objetos, neste caso cachorros-robô, e por meio de uma rede sem fios (wireless).

Segundo o experimento feito pela universidade, quando um dos estudantes imaginava o movimento da mão direita ou esquerda, o robô se deslocava à direita ou à esquerda, respectivamente; quando imaginava o movimento de seus pés, o cachorro andava para frente.

Seguindo o mesmo princípio, os cientistas também conseguiram fazer uma chamada telefônica utilizando somente o pensamento.

O centro de Pequim, que já solicitou uma patente para seu invento, afirma que este tipo de tecnologia poderia ser utilizado para tratamentos de reabilitação ou para situações nas quais o indivíduo tem mobilidade reduzida, mas um funcionamento normal das atividades cerebrais.

Em 1999, o instituto já havia desenvolvido uma tecnologia que permite selecionar objetos com o olhar.

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