Encontrados fósseis mais antigos de Homo sapiens

11 de junho de 2003 • 10h12 • atualizado em 13 de junho de 2003 às 08h54
Imagem mostra um dos crânios encontrados na Etiópia Foto: AP
Imagem mostra um dos crânios encontrados na Etiópia
11 de junho de 2003
Foto: AP

Um grupo internacional de cientistas exumou na Etiópia três crânios humanos de 160 mil anos de idade. Estes são os fósseis mais antigos e melhor preservados de um antecessor imediato dos seres humanos.

Os crânios quase completos de um homem adulto e uma criança, e fragmentos de um segundo adulto, parecem representar uma etapa crucial da evolução humana quando surgiram as características faciais dos seres humanos modernos. Os fósseis, descobertos na região de Afar, representam características modernas bem claras: uma frente proeminente, cara achatada e arco superciliar reduzido, que contrastam com os crânios protuberantes dos seres mais antigos.

"Não são completamente modernos, mas se aproximam de nós. São suficientemente próximos para serem chamados de Homo sapiens", disse Tim White, um paleontólogo da Universidade da Califórnia em Berkeley, co-diretor da equipe internacional que encontrou os fósseis. Anteriormente, os fósseis mais antigos de Homo sapiens achados na África tinham entre 100 mil e 130 mil anos, mas eram menos completos. Os novos crânios, com idade calculada entre 154 mil e 160 mil anos, são descritos em dois artigos na última edição da revista Nature.

White e seus colegas classificaram as novas criaturas como uma subespécie de Homo sapiens que nomearam de Homo sapiens idaltu, que significa "ancião" em idioma afar.

Outros dois cientistas não envolvidos na investigação disseram que os crânios constituem um achado importante, que abrirá uma brecha notória nos registros de fósseis humanos africanos no período que vai de 100 mil a 300 mil anos. Eles concordam com White quando este diz que a idade e a aparência dos crânios apóia as evidências genéticas de que os seres humanos modernos surgiram na África entre 100 mil e 200 mil anos atrás e não em múltiplos sitios na Europa, África e Ásia como sugerem alguns investigadores.

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