1ª droga contra ejaculação precoce é aprovada

23 de maio de 2005 • 15h16 • atualizado às 15h16

O primeiro medicamento criado para tratar a ejaculação precoce retardou o orgasmo e aumentou o nível de satisfação dos homens testados em um estudo avançado, anunciou hoje a Johnson & Johnson. Um ensaio clínico de fase 3 envolvendo 2.614 homens mostrou que a droga proporcionou "melhoras significativas na função sexual, incluindo controle ejaculatório, satisfação com a relação sexual para o homem e suas parceiras, e melhoras no tempo de latência ejaculatória intravaginal", disse a Ortho-McNeil Pharmaceutical, uma unidade da J&J, num comunicado.

A droga, chamada dapoxetina, está sendo desenvolvida em conjunto pela Alza Corp., da J&J e pela Johnson & Johnson Pharmaceutical Services, LLC. A unidade Ortho-McNeil Pharmaceutical vai comercializar a droga nos Estados Unidos se obtiver a aprovação do FDA, órgão que regulamenta os medicamentos nos EUA.

A Associação Americana de Urologia estima que a ejaculação precoce afete entre 27 e 34% dos homens de todas as faixas etárias. A disfunção erétil, ou impotência, que transformou o Viagra, da Pfizer, num enorme sucesso de vendas, afeta entre 10 e 12% dos homens, segundo as estimativas.

"O impacto que a ejaculação precoce pode ter em homens e em suas parceiras pode ser devastador para o relacionamento, e hoje não há tratamentos bons para ela", disse Jon Pryor, presidente e diretor de programas do Departamento de Cirurgia Urológica da Universidade de Minnesota, que comandou o estudo.

Pesquisadores que estudam a droga disseram no mês passado ter conseguido definir a ejaculação precoce. Segundo eles, os portadores do problema levaram 1,8 minuto para ejacular depois do início da relação sexual, enquanto a maioria dos homens leva em média 7,3 minutos.

Eles chamam esse intervalo de latência ejaculatória intravaginal. Ela é registrada com um cronômetro, entregue ao homem ou a sua parceira.

No estudo apresentado numa reunião da Associação Americana de Urologia em San Antonio, no Texas, os pesquisadores disseram que os homens que tomaram dapoxetina em doses de 30 mg ou 60 mg tiveram um aumento de três ou quatro vezes nesse intervalo, em relação a homens que tomaram um placebo.

A porcentagem de homens que classificaram seu controle da ejaculação como "de bom a muito bom" aumentou de 2,5% antes de receber o medicamento para 51,8% entre aqueles que receberam a dose menor e 58% entre os que receberam a dose maior.

Dos homens que receberam o placebo, 3,5% classificaram seu controle como "de bom a muito bom" antes de receber a pílula sem efeito, e 26,4 por cento disseram o mesmo depois de tomá-la. "A porcentagem dos homens que classificaram sua satisfação sexual como 'de boa a muito boa' quase dobrou com a dapoxetina 30 mg (20,2% para 38,7%) e 60 mg (22,3% para 46,5%)," disse a empresa. Pouco menos de 25% daqueles que tomaram o placebo classificaram a satisfação sexual como boa.

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