Gêmeos de cor diferente nascem em Minas Gerais

27 de outubro de 2006 • 08h41 • atualizado às 11h49
Breno e Bruno nasceram há três meses e 12 dias Foto: Ney Rubens/Terra
Breno e Bruno nasceram há três meses e 12 dias
27 de outubro de 2006
Foto: Ney Rubens/Terra

Ney Rubens
Direto de Belo Horizonte

Minas Gerais


O caso raro de gêmeos cor de pele diferente, divulgado esta semana na Inglaterra, também aconteceu no bairro Floramar, na região norte de Belo Horizonte. Há três meses e 12 dias, nasceram na casa do moldureiro Sebastião Rodrigues Miranda, 40 anos, e da cabeleireira Ana Paula Barbosa Miranda, 33 anos, Breno e Bruno, um negro e outro branco.

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"No início, pensei que o negro ou tivesse sido trocado na maternidade ou estava morto. Ele nasceu roxinho", contou Ana Paula, que depois de ver os gêmeos Kaydon e Layton Richardson na imprensa, só teve uma reação: "Olha lá meus meninos na televisão", relembrou.

Breno, o de pele negra, e Bruno, o mais claro, nasceram no dia 15 de julho deste ano, na maternidade Odete Valadares, em Belo Horizonte. Perguntamos ao médico porque isso aconteceu, e ele disse apenas que depois de um ou dois anos, a pele dos dois ficaria igual.

O pai, Sebastião, também ficou surpreso, na sala de parto, ao se deparar com o filho com o tom de pele mais escuro. "Foi esquisito. Depois, quando eles vieram pra casa o pessoal ficou falando que era filho do padeiro, do 'Ricardão'. Mas hoje estou mais tranqüilo, mesmo assim, depois de três meses, o pessoal ainda repara, pára na rua, olha desconfiado."

A mãe, Ana Paula, é morena, e o marido tem a pele clara. Casados há 11 anos, eles também têm uma filha de 7, Camila. "Os dois nasceram de parto normal. Bruno nasceu primeiro, com 2,6 quilos e 49 centímetros, e o Breno veio depois, com 3,3 quilos e 50 centímetros", conta a mãe.

A avó materna, a dona de casa Maria José Barbosa, diz que também tomou um susto ao ver os netos. "Eu fiquei muito emocionada, não esperava de ter um de uma cor, outro de outra", conta às gargalhadas. "Depois fui acostumando. Agora eu adoro eles", afirma.

Na noite desta quinta-feira, depois que o caso foi descoberto, dezenas de repórteres, fotógrafos, cinegrafistas de televisão e curiosos se juntaram na casa da família. "O policiamento foi até reforçado, tinha até helicóptero da polícia 'voando' aqui em cima hoje", brincou dona Maria José.

Segundo especialistas, os casos dos gêmeos Bruno e Breno no Brasil, e de Layton e Kaydon na Inglaterra, é raríssimo. Acontecem na proporção de um em um milhão. São gêmeos bivitelinos, ou irmãos fraternos, gerados a partir de embriões e espermatozóides diferentes.

Redação Terra
 
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