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Gasoduto na Amazônia evitará emissão de 1,2 mi de t de CO2

26 nov 2009
17h06
atualizado às 17h15

O Brasil conseguirá reduzir suas emissões anuais de gás carbônico (CO2) em 1,2 milhão de t com a inauguração nesta quinta-feira de um gasoduto construído em plena Amazônia, o qual permitirá o abastecimento de energia de Manaus com gás natural em vez de diesel. A iniciativa é mais um projeto para reduzir as emissões de gases poluentes a partir do Brasil em pelo menos 36%, objetivo anunciado no mês passado pelo governo e que será apresentado na Conferência da ONU sobre a Mudança Climática, em Copenhague, no mês que vem.

"Assumimos o compromisso de reduzir as emissões de poluentes entre 36,1% e 38,9% e, com obras como esta, queremos mostrar a nossos amigos americanos e europeus que aqui no Brasil falamos menos e fazemos mais", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na inauguração do gasoduto. "Este gasoduto é uma demonstração da seriedade do compromisso claro e quantificável que apresentaremos em Copenhague", afirmou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

"A Amazônia consome mais de 90% do diesel para eletricidade do Brasil e, com o gás, reduziremos significativamente as emissões", acrescentou Dilma. O gasoduto Urucu-Manaus se estende por 661 km no meio da floresta amazônica e oferecerá gás para Manaus, a maior cidade da Amazônia, com 1,8 milhão de habitantes. A estrutura transportará inicialmente 4,1 milhões de m³ de gás natural diários procedentes de Urucu, uma gigantesca reserva descoberta no meio da selva.

O gasoduto, que custou R$ 4,5 bilhões, permitirá que as sete usinas termoelétricas de Manaus, que atualmente usam diesel para produzir 725 megawatts de energia e abastecer uma cidade desligada do sistema elétrico nacional, passem a consumir gás natural, combustível menos poluente e mais barato. A substituição reduzirá em quase 30% as emissões de CO2 em Manaus, o que, segundo cálculos da Petrobras, corresponde a 1,2 milhão de toneladas de gases poluentes ao ano.

A obra ajudará o Brasil a cumprir parte do "compromisso voluntário" que assumiu de reduzir suas emissões de gases causadores do efeito estufa em entre 36,1% e 38,9% até 2020. Segundo o inventário brasileiro de carbono apresentado hoje pelo Governo, as emissões de gases poluentes do país cresceram 62% entre 1990 (1,36 bilhão de toneladas) e 2005 (2,2 bilhões de toneladas).

Esses dados transformam o Brasil no gerador de quase 4,5% das emissões mundiais e situam o país no quinto lugar entre os que mais poluem. Segundo o mesmo inventário, as emissões provocadas pelo setor energético somam 16,4% do total. A principal causa das emissões brasileiras é o desmatamento da Amazônia, com 57,5% do C02 lançado na atmosfera em 2005.

EFE   

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