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Pela 1ª vez, astrônomos registram movimento de exoplaneta

11 jun 2010
12h15
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O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) afirma que astrônomos conseguiram pela primeira vez seguir o movimento de um planeta que está fora do sistema solar (exoplaneta). Segundo os cientistas, o astro tem a menor órbita já detectada em um exoplaneta ao redor de sua estrela, a Beta Pictoris.

Observações feitas em 2003 mostravam uma fraca fonte vinda de Beta Pictoris. Em 2008, essa fonte havia sumido e, em 2009, imagens mostravam que ele estava do outro lado do disco de poeira que cerca a estrela, o que confirmava que essa fonte era um exoplaneta que orbitava sua estrela
Observações feitas em 2003 mostravam uma fraca fonte vinda de Beta Pictoris. Em 2008, essa fonte havia sumido e, em 2009, imagens mostravam que ele estava do outro lado do disco de poeira que cerca a estrela, o que confirmava que essa fonte era um exoplaneta que orbitava sua estrela
Foto: Divulgação

O ESO afirma que a estrela é muito jovem (12 milhões de anos, três milésimos da idade do Sol), mas tem 75% mais massa que a nossa estrela. Os astrônomos acreditam que o planeta pode ter se formado de maneira semelhante aos gigantes do sistema solar. De acordo com os pesquisadores, esses dados mostram ainda que planetas gigantes gasosos podem se formar em discos de gás e poeira em apenas alguns milhões de anos (um tempo considerado curto em termos cósmicos).

Segundo os cientistas, Beta Pictoris fica a 60 anos-luz da Terra e é um dos exemplos mais conhecidos de estrela rodeada por um disco de poeira e "restos" de matéria. Observações anteriores já haviam notado uma deformação no disco, além de um disco secundário inclinado e cometas em rotas de colisão com a estrela.

"Estes eram sinais indiretos, mas indicativos da presença de um planeta de grande massa e as nossas novas observações demonstram este fato de forma definitiva. (...) Uma vez que a estrela é muito jovem, os nossos resultados mostram que planetas gigantes podem formar-se nestes discos em escalas de tempo tão pequenas como alguns milhares de anos", diz Anne-Marie Lagrange, que liderou a equipe que fez as observações.

Redação Terra

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