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Parceria entre observatórios formará telescópio virtual "do tamanho da Terra"

10 nov 2015
20h20
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O observatório chileno Alma (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), situado no Deserto do Atacama, anunciou nesta terça-feira que vai se unir a dois telescópios milimétricos localizados na Europa e na América do Norte para formar um único telescópio virtual com tamanho similar ao da Terra e com capacidade para distinguir um objeto de dez centímetros na Lua.

Em comunicado, o Alma, considerado uma das maiores plataformas astronômicas do mundo, explicou que o telescópio terá uma altíssima resolução por meio da técnica de interferometria de linha de base muito longa (VLBI, na sigla em inglês).

Além disso, o observatório informou que neste ano foram realizados três testes de VLBI com outros telescópios internacionais, um passo essencial para incluir o Alma no projeto "Event Horizon Telescope", rede mundial de telescópios que estudará o buraco negro supermassivo situado no centro da Via Láctea.

Para que o observatório pudesse ser parte deste projeto, a capacidade de seus telescópios precisou ser aumentada, potencializando suas 66 antenas para que estas funcionassem ao mesmo tempo como uma só, de superfície de 85 metros de diâmetro, para depois ser parte de um telescópio VLBI muito maior.

O primeiro teste de capacidade para funcionar em VLBI aconteceu em janeiro deste ano, quando um dos telescópios do Alma foi ligado ao telescópio Atacama Pathfinder Experiment, situado a dois quilômetros de distância.

Em outro teste, realizado em março, a distância alcançada foi ainda maior, com a ligação com o radiotelescópio de 30 metros do Institut de Radioastronomie Millimetrique (IRAM), situado em Sierra Nevada, no sul da Espanha.

Os dados obtidos desta última união foram combinados em uma só observação com uma resolução de 34 microssegundos de arco, o que equivale a distinguir um objeto de menos de dez centímetros na Lua visto desde a Terra.

A observação mais recente foi realizada em agosto, quando o Alma foi conectado a seis antenas do Observatório Radioastronômico Nacional dos Estados Unidos, o que formou um telescópio virtual do tamanho da Terra e permitiu a observação do quasar 3C 454.3, um dos objetos mais brilhantes no céu observado em nosso planeta, apesar de estar a uma distância de 7,8 bilhões de anos-luz.

EFE   

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