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Nasa lança sonda para descobrir o que deu errado em Marte

18 nov 2013 - 16h50
(atualizado às 17h26)
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Cientistas acreditam que Marte teve oceanos e céu azul no passado
Cientistas acreditam que Marte teve oceanos e céu azul no passado
Foto: Nasa / Divulgação

A cápsula Maven da Nasa decolou nesta segunda-feira sem complicações do Cabo Canaveral, na Flórida, a bordo do foguete Atlas V, rumo a Marte, para estabelecer por que grande parte dos gases que formavam a atmosfera do planeta vermelho se perderam no espaço.

A chegada da Maven (sigla em inglês de "Evolução Atmosférica e Volátil de Marte"), à órbita marciana está prevista para o final de setembro de 2014, quando começará uma missão que se prolongará durante pouco mais de um ano.

A missão da sonda Maven, de US$ 671 milhões, é a primeira da Nasa destinada a explorar a atmosfera superior de Marte, ao invés de estudar sua superfície seca, destacou a agência espacial americana.

"Quando a água líquida fluía em abundância em Marte - como demonstram muitos indícios -, o planeta devia ter uma atmosfera mais densa, que produzia gases de efeito estufa, permitindo que o planeta fosse mais quente", disse neste domingo, durante uma coletiva de imprensa, Bruce Jakosky, da Universidade do Colorado (oeste), chefe científico da missão.

"Queremos compreender o que aconteceu, aonde foi a água e o CO2 que antes formavam uma atmosfera densa", acrescentou.

Com Maven, "teremos uma compreensão da história de Marte e seu potencial para a vida, sua habitabilidade, que depende principalmente da história da água e de seu clima".

Mediante análise da dinâmica atual da atmosfera superior de Marte é possível entender as mudanças no tempo do planeta e os efeitos resultantes, segundo o cientista.

Sonda Maven é lançada em foguete Atlas V rumo a Marte
Sonda Maven é lançada em foguete Atlas V rumo a Marte
Foto: Nasa / Divulgação

Para esta missão, a sonda Maven conta com oito instrumentos com um total de nove sensores, inclusive um espectrômetro de massas para a determinação das estruturas moleculares dos gases atmosféricos e um sensor SWEA (Solar Wind Electron Analyzer), desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas de Astrofísica e Planetologia (IRAP) de Toulouse (França), que analisará o vento solar na magnetosfera de Marte.

Depois de sua inserção orbital e cinco semanas de calibragem dos instrumentos, a sonda entrará em uma órbita elíptica de quatro horas e meia, o que lhe permitirá fazer observações em todas as latitudes de todas as camadas da atmosfera superior do planeta, com altitude variável de 150 quilômetros a mais de 6 mil quilômetros.

Maven é a segunda missão do programa americano Scout, que consiste em pequenas missões menos onerosas, dedicadas a explorar Marte antes de uma missão tripulada prevista para 2030, segundo planos da Nasa.

Com informações das agências EFE e AFP.

Simulação da Nasa mostra Marte jovem e com oceanos:

Fonte: Terra
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