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Nasa assume falha definitiva de telescópio espacial Kepler

15 ago 2013
22h04
atualizado em 16/8/2013 às 07h22

A agência espacial americana (Nasa) afirmou nesta quinta-feira que parou definitivamente as tentativas de solucionar as falhas no telescópio Kepler, e que portanto é impossível que continue sua missão de busca de provas da existência de planetas similares à Terra.

"Após meses de análise e testes, a equipe do telescópio espacial Kepler põe fim a suas tentativas de restaurar o pleno funcionamento do dispositivo, e agora está considerando que possíveis pesquisas possa fazer em sua condição atual", informou a agência.

Em maio passado, a Nasa informou da detecção de uma "falha" no sistema de direção do aparelho, pelo que tinham perdido o controle de dois de seus quatro rotores, utilizados para estabilizar o telescópio e ajustar a direção de suas lentes.

Os esforços dos técnicos "não tiveram sucesso", acrescentou a agência espacial, lembrando que são necessários três rotores para poder realizar os trabalhos de investigação de "exoplanetas" (planetas fora do sistema solar).

"Kepler realizou descobertas extraordinárias ao encontrar exoplanetas, incluindo várias super-Terras em zona habitável. Após saber que o Kepler recolheu com sucesso informação de sua missão primordial, estou confiante em que mais descobertas fascinantes estão no horizonte", assegurou John Grunsfeld, diretor-adjunto da Missão Científica da Nasa em uma nota de imprensa.

No dia 8 de agosto, os engenheiros voltaram a testar o funcionamento do telescópio e determinaram que o rotor está danificado, por isso que é impossível "voltar ao ponto de exatidão que garante sua fotometria de alta precisão".

Por isso, o devolveram ao Modo de Segurança de Propulsão Controlado, no qual se encontra "seguro", mas já não mais possível conduzir suas lentes a partir do centro de operações.

O Kepler, que vigia mais de 150 mil estrelas na busca de planetas ou candidatos a planetas e foi uma das missões recentes mais bem-sucedidas da Nasa, se encontra orbitando o Sol a 64 milhões de quilômetros da Terra.

Lançado em 2009 na busca de provas da existência de planetas similares à Terra ou nos quais se deem as condições de temperatura médias onde possa existir água líquida, durante seus primeiros anos de missão detectou 132 planetas além de nosso sistema solar.

Com um orçamento de US$ 600 milhões e cuja missão estava prevista para terminar no final de 2012, esta foi prolongada há dois anos até o dia 30 de setembro de 2016.

EFE   
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