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Nasa anuncia ter encontrado 1.284 novos planetas a partir de inovadora técnica

10 mai 2016
16h11
atualizado em 11/5/2016 às 14h50
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A Agência Aeroespacial Americana (Nasa) anunciou nesta terça-feira ter encontrado 1.284 novos planetas graças a uma inovadora técnica de análise dos dados do telescópio Kepler, o maior anúncio de exoplanetas em um só dia até o momento.

"Este anúncio dobra o número de planetas confirmados pelo Kepler", anunciou em entrevista coletiva Ellen Stofan, cientista-chefe da sede da Nasa em Washington.

Nove dos planetas confirmados orbitam em uma estrela na região habitável, por isso que seriam candidatos a abrigar água líquida e, portanto, vida.

Com a soma destes nove planetas, o número de candidatos a serem habitáveis descobertos graças ao telescópio espacial Kepler, que operou até 2013, chega a 21.

Cerca de 550 poderiam ser planetas rochosos como a Terra, se for levado em conta o tamanho.

Os dados recopilados pelo telescópio Kepler permitem analisar o espectro de mais de 150 mil estrelas e detectar ligeiras variações de brilho, o que indica a passagem de um planeta pela órbita do astro.

Essa técnica permitiu que, pela primeira vez na história, tenha sido possível confirmar a existência de mais de 2.300 planetas fora de nosso sistema solar, embora deles só uma pequena fração possa ser similar à Terra.

A nova técnica que permitiu acelerar de maneira exponencial os achados de planetas foi desenvolvida por cientistas da Universidade de Princeton (EUA), que, graças um software de código aberto e algoritmos, conseguiram automatizar as detecções.

O sistema classifica aquelas variações de brilho estelar que permitem antecipar a existência de planetas potenciais.

A técnica identificou 4,3 mil potenciais planetas, mas 1.327 deles, apesar de serem provavelmente planetas, não chegam a 99% de certeza dos cientistas para confirmar o fato.

Além disso, 707 foram classificados como outro tipo de fenômeno astronômico e 984 candidatos a planetas que não puderam ser identificados previamente foram confirmados com as novas técnicas.

EFE   
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