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Meteorito de Chelyabinsk é composto, em maior parte, por mineral de silicatos

1 mar 2013
11h10
atualizado às 11h33
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O meteorito que caiu em meados de fevereiro sobre a região russa de Chelyabinsk é composto, em sua maior parte, de silicatos como olivina e ortopiroxênio, informaram nesta sexta-feira geólogos russos em comunicado. Os fragmentos, que foram cedidos aos cientistas por um residente de uma aldeia da zona, também contêm sulfureto de ferro e níquel, e, em menor medida, cromo, clinopiroxênio e plagioclásio, segundo as agências locais.

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As análises foram realizadas por especialistas do Instituto de Geologia e Mineralogia do departamento siberiano da Academia de Ciências da Rússia. Segundo a nota oficial, o estudo dos meteoritos é crucial para a reconstrução dos períodos iniciais do sistema solar, já que esses corpos astrais incluem os componentes que originalmente criaram os planetas.

Apesar das baixas temperaturas e a abundante neve, os especialistas da Universidade Federal dos Urais seguem buscando fragmentos de meteorito: o maior foi encontrado nesta semana e pesava em torno de 1 quilo. O maior fragmento do meteorito foi se encontra no fundo do lado gelado de Cherbarkul, onde a queda do objeto espacial deixou um grande buraco.

Os cientistas são contra a "recolhida indiscriminada" dos restos do meteorito pela população, já que isso lhes priva de um valioso material de investigação sobre a história do Universo. O meteorito, que deixou mais de 1,5 mil feridos na região, 319 deles crianças, tinha, segundo a Nasa - a agência espacial americana -, uma massa de até 10 mil toneladas no momento que explodiu na atmosfera e é o maior que caiu sobre a Terra desde 1908.

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Foto: AFP
EFE   
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