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Marte pode ter abrigado enorme campo de gelo, diz estudo

16 fev 2009
15h56
atualizado em 17/2/2009 às 08h38

O enigmático Meridiano Plano de Marte - uma pequena região plana próxima ao equador - poderia ter sido um enorme campo de gelo na antiguidade, informou um estudo divulgado na revista científica Nature. A região é famosa por abrigar depósitos de hematita cristalina cinza, um mineral que geralmente se forma em lagos ou em lugares onde houve água parada. As informações são da EFE.

O setor Meridiano Plano é famoso por abrigar depósitos de minerais que geralmente se formam em lagos
O setor Meridiano Plano é famoso por abrigar depósitos de minerais que geralmente se formam em lagos
Foto: Nasa/Arquivo / Divulgação

Os autores do estudo, cientistas do Centro Espacial Johnson, da NASA, agência espacial americana, analisaram sedimentos, restos químicos e a geologia do Meridiano Plano a partir de informações recolhidas pela sonda espacial Opportunity. De acordo com Paul Niles e Joseph Michalski, a reação de pequenos pedaços de gelo na poeira atmosférica poderia ser responsável pela composição química única que existem nestes depósitos minerais.

Atualmente a região não possui mais nenhum grande campo de gelo. Para os cientistas, a teoria sobre a existência de água congelada na zona há milhões de anos é sustentada pelo eixo de rotação do planeta vermelho na época. A hipótese diz que Marte se encontrava em um ângulo de movimentação ao redor do Sol diferente do atual.

Silício
Em outubro do ano passado, a sonda espacial Mars Reconnaissance Orbiter detectou um novo tipo de mineral em Marte que indica a presença de água há muito mais tempo do que se acreditava. A presença de silício hidratado, também conhecido como opala, são indícios fundamentais da presença de água há milhões de anos em Marte, disseram os pesquisadores.

Em comunicado na época, o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) informou que os novos minerais se formaram quando a água alterou os materiais criados pela atividade vulcânica e pelo impacto de um meteorito. Até então, haviam sido descobertos apenas filosilicatos e sulfatos hidratados que se formaram há 3,5 milhões de anos.

Fonte: Redação Terra
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